
Leia ao som de Selfish Jean - Travis
A melancolia - ou seria isso um leve traço de depressão? - chegou bem de mansinho. Como gato que se aninha no colo querendo atenção...
Fugir. A palavra ia e vinha nos pensamentos. O que está doendo? Eu não sei. Eu não sei dar nome ao que está doendo. Logo eu, que sempre coloco etiquetas em todas as coisas, logo eu, que categorizo tudo, separo em bem ou mal, bom ou ruim, prazer ou nojo, desejo ou asco, saboroso ou insosso... Logo eu, acostumada a fazer juízo de tudo e de todos.
Eu, Priscila.
Priscila a julgadora. Priscila a julgada.
Faço meu próprio juízo, meu próprio julgamento. E me condeno. Eu me condeno a uma setença,não a de morte, mas uma espécie de não-vida. Algo como uma subsistência. Afinal, existir não é viver. Ou é?
As provas contra mim são inúmeras. Pesa do meu lado os meus defeitos e a maneira como lido com eles. Mas eu não sei lidar. Eu nunca soube.
Eu fujo. E passo com um rolo-compressor por cima dos meus crimes. Do crime que eu mesma julgo e como juíza condeno.
Extradição!
"Extra! Extra! Extra!" E a seguir as manchetes dos jornais. Pros mais novos: antigamente o jornaleiro — não o jornalista — gritava nas esquinas as manchetes dos jornais impressos.
Eu grito a minha dor nas entrelinhas. Minhas manchetes enganam. Meu eu-diário, meu tabloide da vida real é escrito em tinta invisível numa língua que nem eu domino. Extradito sentimentos sem nem questiona-los, não os convido como testemunhas daquilo que julgo.
Carrego em mim a mensagem indelével: "A qualquer sinal de dor emocional, fuja paras as montanhas".
Fugir. A palavra ia e vinha nos pensamentos. O que está doendo? Eu não sei. Eu não sei dar nome ao que está doendo. Logo eu, que sempre coloco etiquetas em todas as coisas, logo eu, que categorizo tudo, separo em bem ou mal, bom ou ruim, prazer ou nojo, desejo ou asco, saboroso ou insosso... Logo eu, acostumada a fazer juízo de tudo e de todos.
Eu, Priscila.
Priscila a julgadora. Priscila a julgada.
Faço meu próprio juízo, meu próprio julgamento. E me condeno. Eu me condeno a uma setença,não a de morte, mas uma espécie de não-vida. Algo como uma subsistência. Afinal, existir não é viver. Ou é?
As provas contra mim são inúmeras. Pesa do meu lado os meus defeitos e a maneira como lido com eles. Mas eu não sei lidar. Eu nunca soube.
Eu fujo. E passo com um rolo-compressor por cima dos meus crimes. Do crime que eu mesma julgo e como juíza condeno.
Extradição!
"Extra! Extra! Extra!" E a seguir as manchetes dos jornais. Pros mais novos: antigamente o jornaleiro — não o jornalista — gritava nas esquinas as manchetes dos jornais impressos.
Eu grito a minha dor nas entrelinhas. Minhas manchetes enganam. Meu eu-diário, meu tabloide da vida real é escrito em tinta invisível numa língua que nem eu domino. Extradito sentimentos sem nem questiona-los, não os convido como testemunhas daquilo que julgo.
Carrego em mim a mensagem indelével: "A qualquer sinal de dor emocional, fuja paras as montanhas".

0 comentários